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Horário de verão potencializa ações para economia de energia

22/10/2012

Retirada das incandescentes do mercado faz parte deste processo.


Com o começo do horário de verão, no dia 21, novamente vem à baila a pauta da economia de energia. Ela faz parte de um conjunto de ações do governo para reduzir o consumo de energia elétrica e que acaba por afetar a vida de todos. Uma das mais recentes foi o início da retirada das incandescentes do mercado, processo iniciado em julho deste ano e que deverá ser concluído em 2016. A iniciativa atinge os produtos com elevada potência e força o consumidor a buscar alternativas mais eficientes em seu lugar.

Avaliada como positiva pelo diretor da divisão LED da Lâmpadas Golden, Ricardo Cricci, o executivo explica que esta tendência mundial teve um duplo efeito. Primeiro foi difundir para o mercado a obsolescência da incandescente. “Esta lâmpada pode ser considerada um aquecedor que gera luz, isto porque o produto consome somente 5% da energia para iluminar, desperdiçando os 95% restante para geração de calor”, afirma o executivo.

Na sequência, a iniciativa deve contribuir para mudar a cara do mercado nacional de lâmpadas. “Num primeiro momento deve favorecer a migração da incandescente para a fluorescente compacta, depois desta para o LED, que já aponta como uma solução mais sustentável e eficiente que ambas”, avalia Cricci.

Atualmente, as lâmpadas fluorescentes compactas (LFC) representam cerca de 200 milhões de unidades vendidas. Foram necessários 11 anos para que as lâmpadas econômicas representassem 50% do consumo doméstico, tendo como referência o apagão de 2001, contudo na avaliação do executivo não serão necessários mais 11 para o LED dominar o mercado nacional de iluminação.

A lâmpada fluorescente reduz o consumo de energia em até cinco vezes, com uma economia mensal na conta de luz de R$ 2,70 por ponto. Já com o LED a redução anual chega a R$ 50,60 por ponto, investimento que se paga 17 meses (usando uma A19 de 7 w no lugar de uma incandescente de 40W). A economia pode chegar a 90% frente à incandescente e 30% em relação à lâmpada eletrônica. O LED ainda tem a seu favor a longa durabilidade, que pode chegar a 15 vezes mais que a incandescente.

De certo, os 550 milhões de pontos do parque doméstico nacional de iluminação deverá ter seu mapa alterado nos próximos anos como parte de um esforço conjunto pela eficientização energética. Segundo técnicos do Ministério das Minas e Energia, só a substituição de lâmpadas por modelos mais econômicos geraria ao país uma economia de 10 milhões MWH/ano até 2030.

Até que o LED se consolide como uma alternativa ao mercado de iluminação, é necessário vencer o desafio do barateamento da tecnologia. “Com seu preço caindo cerca de 20% ao ano, o LED já é uma realidade. Acreditamos que até 2017 cerca de 50% dos lares brasileiros usarão o LED”, finaliza Cricci.

Fonte: Lighting Now!